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terça-feira, 18 de outubro de 2011
A fruta do século: Maná-Cubiu
Fruta nativa da Amazônia Ocidental, Maná-cubiu vem sendo estudado há 18 anos pelos cientistas e pesquisadores Dr. Danilo Fernandes da Silva e Dra. Lucia K. Yuyama, e há 25 anos pelo INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia.
Por conter um alto teor de niacina ( vitamina B-3) pode ser considerada uma fruta medicinal pois combate fortemente o colesterol, triglicerídeos, anemia, diabetes, pressão alta, enxaqueca, depressão, ácido úrico, além de ser digestivo, diurético e tônico sexual.
Além da niancina o mana- cubiu é muito rico em fibras, fósforo, vitamina C, pectina que combate a diabetes.
A falta de niancina pode causar mundanças negativas na personalidade. A necessidade diária recomendada para adultos, de acordo com o Conselho Nacional de Pesquisas dos EUA é de 13 à 19mg. Essencial para a síntese dos hormônios sexuais (estrógeno, progesterona, e testosterona) bem como da cortisona, tiroxina e insulina. Necessária para um sistema nervoso saudável e para as funções cerebrais.
Nutrientes: contém alto teor de vitaminas A e C, fósforo e ferro, além de flavonóides, alcalóides e fitoesteróides, alguns recém descobertos pela ciência.
Propriedades Medicinais:
- Purifica o sangue;
- Diminui a albumina dos rins;
- Fortifica os nervos ópticos;
- Limpa as cataratas;
- Alivia problemas da garganta;
- Controla as amibiasis;
- Coadjuvante no tratamento do carcinoma de próstata e colesterol elevado;
- Estimulante do sistema imunológico.
Combate as seguintes doenças:
- Diabetes;
- Reumatismo Crônico;
- Doenças de Pele;
- Bexiga, rins e fígado;
- Efeito anti- viral contra o vírus da gripe
Remédio para doença de Chagas poderá faltar nos próximos meses
A organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) atenta para a possibilidade de, nos próximos meses, milhares de pessoas com mal de Chagas ficarem sem tratamento. Isso porque o principal medicamento usado no combate à doença, o benzonidazol, está em falta.
O único produtor mundial do remédio é o Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco (Lafepe), que suspendeu a produção por falta do princípio ativo utilizado na fabricação da droga.
“O Lafepe quebrou sua promessa de publicar – e respeitar – um calendário oficial de produção, para garantir a disponibilidade do medicamento”, afirma Carolina Batista, coordenadora da unidade médica da ONG Médicos Sem Fronteiras-Brasil.
Segundo a ONG, o problema provém de anos de atraso para tornar a produção nacional do remédio e do princípio ativo mais rápida, enquanto a demanda mundial teve um aumento expressivo.
Nova produção
Recentemente, a responsabilidade pela produção do princípio ativo do benzonidazol foi transferida para a empresa privada Nortec Química. Mas, por enquanto, não há substância suficiente para que os comprimidos necessários sejam produzidos. Além disso, a empresa ainda precisa validar a sua produção.
A ONG pediu ao Ministério da Saúde que medidas imediatas sejam tomadas para que o remédio volte a ser disponibilizado e que haja um comprometimento por parte do governo para que o processo de produção do benzonidazol com o novo princípio ativo seja acelerado, simplificando a validação pela Anvisa.
“O governo brasileiro tem sido pioneiro na produção de medicamentos genéricos, provando o seu compromisso com as pessoas que precisam de acesso ao tratamento. As autoridades agora têm que agir rapidamente para manter seu compromisso com os pacientes com a doença de Chagas em todo o mundo”, afirma Dr. Unni Karunakara, presidente internacional de MSF.
Pacientes sem tratamento
Por conta da falta de abastecimento do benzonidazol diversos programas de tratamento contra Chagas na América Latina já estão com dificuldades de atender a demanda por novos tratamentos, sendo forçados a retardar a oferta de cuidados aos pacientes. E, provavelmente, ficarão sem estoque da droga nos próximos meses.
Segundo a MSFO, o Ministério da Saúde não tem fornecido nenhuma informação sobre o que está acontecendo e a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) não estabeleceram um plano de contingência para manter o estoque de medicamentos para os casos agudos da doença.
Na Bolívia e no Paraguai, em áreas com muita incidência do problema, pacientes já pararam de ser diagnosticados porque não há medicamento para tratá-los, e esta situação é inaceitável, segundo Dr. Henry Rodriguez, coordenador de projeto de MSF.
“Durante décadas, Chagas foi uma doença completamente negligenciada, e justo agora que o diagnóstico e o tratamento estão sendo vistos como prioridades em alguns países, estamos sem medicamentos. Não podemos permitir que isso continue; pelo bem de nossos pacientes, precisamos encontrar uma solução urgente para esse problema”, afirma Rodriguez.
Todo o progresso obtido até o momento – com a inclusão, pela OMS e OPAS, do tratamento para Chagas como parte do atendimento dos serviços primários de saúde – está sendo prejudicado pela escassez do princípio ativo.
A produção, a distribuição e a entrada do medicamento no mercado irão levar, pelo menos, alguns meses. Portanto, onde a doença de Chagas é endêmica, como Bolívia e Paraguai, o uso do benzonidazol em estoque deverá ser racionalizado, com um plano de contingência.
A ONG também está pedindo aos Ministérios da Saúde destes países que exijam que esse plano seja posto em prática o mais rápido possível, e que, no longo prazo, seja encontrada uma solução definitiva para o problema.
Segundo estimativas da ONG, não há previsão para a disponibilidade futura do medicamento, e dificilmente o benzonidazol estará disponível já no primeiro semestre de 2012.
Bolsa Verde é sancionada e vai beneficiar quase 2,5 mil famílias do Amazonas
No Amazonas estão localizadas sete Reservas Extrativistas (Resex) e seis Florestas Nacionais (Flona), segundo dados do ICMBio
- Casa de família de ribeirinho que vive na Resex do Rio Jutaí, no Amazonas
- Vista aérea da Resex Médio Purus, no Amazonas, onde vivem famílias que serão beneficiadas pelo Bolsa Verde
O Diário Oficial da União publicou nesta segunda-feira (17) a sanção presidencial do programa Bolsa Verde, destinado a famílias que vivem em áreas preservadas de uso sustentável e assentamentos. Até o final de 2011, 18 mil famílias pobres de todo o país vão receber uma bolsa trimestral de R$ 300.
No Amazonas, famílias de sete Reservas Extrativistas (Resex) e seis Florestas Nacionais (Flona) serão atendidas. Famílias que vivem em assentamentos também serão beneficiadas.
Segundo o coordenador regional do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Caio Pamplona, 450 famílias que vivem em unidades de uso sustentável do Amazonas já estão cadastradas.
Outras 1,5 mil famílias destas áreas serão cadastradas em todo o Estado até o final de 2011. A previsão é que o pagamento das 450 famílias ocorra no início de dezembro.
Conforme Pamplona, o Bolsa Verde é mais um componente de transferência de renda aos ribeirinhos que vivem em unidades de conservação. Para ele, contudo, são precisos outros arranjos de melhoria na faixa de renda destas famílias nas áreas de educação, saúde, investimento e geração de renda.
Pamplona ressaltou que as famílias beneficiadas precisarão dar uma contrapartida. Uma delas tem um diferencial em relação àquelas beneficiadas com o Bolsa Família: as famílias ribeirinhas precisarão respeitar uma taxa limite de desmatamento nas áreas. Caso esta taxa seja descumprida, o benefício será suspenso.
Incra
O Bolsa Verde também vai beneficiar 517 famílias cadastradas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), segundo informações da superintendente regional do órgão, Maria do Socorro Feitoza.Essas famílias moram em seis projetos de assentamento de três municípios do sul do Amazonas: Manicoré, Boca do Acre e Humaitá.
Meta
Segundo informações divulgadas pelo Blog do Planalto, a meta do governo federal é chegar até 2014 com 73 mil famílias inscritas no Bolsa Verde.
O objetivo é aliar a preservação ambiental à melhoria das condições de vida e à elevação da renda.
Conforme o Diário Oficial da União, terá direito ao benefício a família que viver em situação de pobreza extrema, ou seja, com renda per capita de até R$ 70, ter cadastro único nos programas sociais do governo federal e estar envolvida em atividades de conservação nas áreas previstas.
Além das unidades federais preservadas, também serão beneficiadas aquelas que fazem parte de projetos de assentamento florestal, agroextrativista e projetos instituídos pelo Incra.
Estão incluídos também territórios ocupados por ribeirinhos, extrativistas, populações indígenas, quilombolas e outras comunidades tradicionais.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Sem esforço, Brasil bate a Guatemala em primeiro jogo no Grand Prix de Futsal
A Seleção Brasileira venceu por 5 a 0. O próximo confronto da equipe verde-amarela será nesta segunda-feira (17), às 19h, na Arena Amadeu Teixeira
O público lotou a Arena Amadeu Teixeira, Alvorada, Zona Centro-Oeste de Manaus, na manhã deste domingo (16) para acompanhar a primeira partida da Seleção Brasileira n 7ª Edição do Grand Prix de Futsal, competição que conta com a participação de 16 equipes. Os craques canarinhos não decepcionaram e derrotaram a Guatemala por 5 a 0.
Favorito, o Brasil não precisou fazer muito esforço no confronto inicial e logo na primeira etapa marcou 3 a 0 em cima da Guatemala para delírio dos torcedores.
Quem abriu o placar para a equipe brasileira foi o ala Jackson aos 2:04 do jogo. Em seguida o camisa 13, Valdin driblou o goleiro C. Mérida e fez Brasil 2x0 Guatemala.
Falcão, grande ídolo e melhor jogador da modalidade, entrou aos 14 minutos da fase final da primeira etapa e levantou o público na Arena Amadeu Teixeira, o ala criou várias chances de gols, porém não conseguiu marcar, mas fez algumas “gracinhas” com a bola que agitaram a torcida.
Falcão quase fez um belo gol de bicicleta
O terceiro gol do Brasil saiu dos pés de Fernandinho, quando restavam 3 minutos para o encerramento do primeiro tempo.
Na segunda etapa a pressão brasileira continuou, mas a equipe da Guatemala também arriscou alguns chutes a gols que foram defendidos com perfeição pelo goleiro Tiago.
Gol Falcão
Desde que chegou a Manaus, Falcão prometeu alegrar os amazonenses com muitos gols, já que no amistoso contra a Argentina em 2010 ele não marcou.
Desde que chegou a Manaus, Falcão prometeu alegrar os amazonenses com muitos gols, já que no amistoso contra a Argentina em 2010 ele não marcou.
Mas este ano a história foi diferente, faltando 10 minutos para o fim da partida o camisa 12 deu um chute certeiro, ampliou o placar para o Brasil e deixou a torcida em êxtase.
Talvez 4 a 0 já fosse suficiente para uma partida de estreia em um torneio internacional, porém em quadra estavam os jogadores da Seleção que de seis edições do Grand Prix já venceu cinco e que agora luta pelo hexacampeonato.
Por isso aos 38:49 de jogo, Fernandinho, que já havia marcado o seu na partida, cruzou para o capitão Vinicius que chutou direto no gol e fez Brasil 5 x 0 Guatemala.
Sobre o jogo
Para o técnico da Seleção Brasileira Marcos Sorato a equipe Canarinha ainda precisa melhorar a parte técnica para os próximos confrontos.
Para o técnico da Seleção Brasileira Marcos Sorato a equipe Canarinha ainda precisa melhorar a parte técnica para os próximos confrontos.
O capitão Vinicius também comentou sobre a parte técnica da equipa, mas ficou feliz com o resultado.
“É sempre importante vencer, começar uma competição com uma vitória é muito importante, ainda precisamos ajustar algumas coisas, nas próximas partidas vão tentar ser mais regular”, completou o capitão.
Falcão também falou sobre a vitória em cima da Guatemala.
“Jogamos com alegria e soubemos perceber o momento para fazer os gols, estou satisfeito com o resultado e feliz em mais uma vez jogar em Manaus”, comentou o melhor jogador do mundo da modalidade.
Os atletas falaram ainda sobre a diferença de peso da bola e do calor de Manaus.
“Acredito que nós necessitamos melhorar a armação do time, hoje sedemos bastante o contra-ataque, estávamos ansiosos e talvez isso tenha nos atrapalhado, também aceramos bastante o ritmo e para o clima daqui ficou complicado, nós sentimos, mas devemos nos adaptar para os jogos seguintes”, finalizou o goleiro Tiago.
O próximo confronto do Brasil será contra Angola, nesta segunda-feira (17), na Arena Amadeu Teixeira, a partir das 19h.
Ficha Técnica
Brasil x Guatemala
Ginásio: Arena Amadeu Teixeira
Arbitro: Balázs Farkas - Hungria
Brasil - Dkony , Tiago, Franklin, Neto, Carlinhos, Jackson, Vinicius, Gadeia Lukaian, Fernandinho, Simi, Falcão, Valdin, Rodrigo. Técnico: Marcos Sorato
Guatemala - C. Mérida, G. Mata, Aristondo, R. Gonzalez, Santiago, D. Tejada, JC. Mansilha, A. Escobar, W Enriquez, E Acevedo, A. Aguilar, W Ramirez, J De Leon, E. Macal. B. Pineda. Técnico: Carlos Estrada
Matança de botos próximo a Manaus aumenta preocupação de órgãos ambientais
Abate dos botos é para transformar a carne do animal em isca da piratinga, também conhecida como douradinha
Boto abatido no último sábado (21) no rio Negro, próximo a Cacau Pirêra. Corpo do animal foi levado para o Inpa
Até então, esta prática era mais comum na área do médio e do alto Solimões, no Amazonas.
A carne do boto (tanto o cor de rosa ou vermelho quanto o cinza, também conhecido como tucuxi) não é comestível. Ela é utilizada como isca do peixe piracatinga, que no mercado consumidor local e nacional e no exterior recebe o nome de douradinha.
Em Manaus, o consumo da douradinha tende a crescer. O peixe é vendido em supermercados e estabelecimentos especializados em cortes finos do filé.
Segundo dados do Ibama, muita gente não sabe que a douradinha (ou douradinho) é, na realidade, a piracatinga.
O oficial de operações do comando de policiamento do Batalhão Ambiental, Major PM Miguel Marinho, disse que o órgão vai ampliar a fiscalização, desde a calha do rio Solimões até os furos do rio Negro.
“Para nós foi uma surpresa encontrar uma situação dessas (abate) aqui no rio Negro. Isso precisa ser averiguado. Vamos fazer rastreamento desta cadeia, descobrir quem é abastecido pela carne do boto e depois pela pesca da piratinga. Se os pescadores estão cometendo esse crime é porque estão sendo estimulados”, disse Marinho.
Segundo Mário Lúcio Reis, superintendente do Ibama no Amazonas, foi a primeira vez que se teve notícias de abate de botos nas proximidades de Manaus.
“Se isto vem acontecendo é porque temos demanda para a carne do boto”, disse Mário Lúcio, referindo ao aumento da pesca da douradinha.
Como a venda do peixe não é proibido, resta ao Ibama, segundo Mário Lúcio Reis, intensificar a fiscalização, mas também mobilizar os ribeirinhos e comunidades próximas às calhas para denunciar essa prática.
“A Colônia dos Pescadores também tem um papel fundamental nessa ação. Precisa acompanhar a situação”, disse Reis.
No último sábado, um grupo de pescadores foi flagrado cercando oito botos em uma área próximo ao distrito de Cacau Pirêra, no município de Iranduba (a 27 quilômetros de Manaus).
Dois dos botos chegaram a ser atingidos por arpões. Um deles morreu. Outro foi solto das redes pelos policiais do Batalhão Ambiental. Os pescadores receberam multa de R$ 500 e o barco aprendido.
Inpa e WSPA promoverão campanha mundial contra matança de botos na Amazônia
Segundo dados do Inpa, a população de boto-vermelho vem diminuindo 10% ano nas calhas da bacia amazônica
- População de boto-vermelho vem diminuindo 10% ao ano, segundo levantamento do Inpa
- Boto tucuxi, também conhecido como boto-cinza, também é alvo de abate de pescadores
Uma das maiores entidades de defesa dos animais do planeta, a SPWA (sigla em inglês de Sociedade Mundial de Proteção), articula em Manaus uma campanha nacional e mundial para acabar com matança do boto-vermelho e do boto-cinza, também conhecido como boto tucuxi.
Segundo dados do projeto Boto, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), a população de golfinho amazônico, sobretudo o vermelho, vem reduzindo drasticamente em algumas calhas da bacia amazônica.
Junto com pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), a WSPA quer chamar a atenção da sociedade para a conexão entre o abate do boto e a pesca da piracatinga, peixe que no mercado consumidor é rebatizado de douradinha.
A piracatinga é um peixe pouco apreciado na região, mas cuja exportação vem aumentando nos últimos anos. Entre os ribeirinhos, ele também é conhecido como urubu d´água e tem o hábito de comer carniça.
Outra medida para interromper o abate do boto é a necessidade de se regulamentar a pesca da piracatinga, que não é proibida pelos órgãos ambientais, mas a maneira como a espécie é capturada é considerada ilegal – a carne do boto serve como isca na pescaria.
Crueldade
O plano de ação começará a ser definido em reunião que acontece nesta terça-feira (18), no Inpa, com órgãos ambientais e de fiscalização. Foram convidados Ibama, ICMBio, Ipaam, entre outros.
A gerente de desenvolvimento da WSPA no Brasil, Elizabeth Mac Gregor, disse o plano de ação vai compreender vários elementos. Uma delas é a campanha de conscientização e de informação junto ao público que não sabe que os botos estão sendo mortos porque servem de isca para peixes.
“Muita gente não sabe que está comendo um peixe que foi capturado com a morte do boto”, disse Elizabeth ao portal acritica.com.
A gerente da SWPA afirmou ainda que há duas vertentes que preocupam a entidade: a conservação da espécie e o sofrimento a que ela é submetida.
“É preciso evitar a matança não apenas pela enorme crueldade que é praticada contra o animal, mas porque todos os cetáceos são reflexo da saúde ambiental da área. Temos, então, preocupação com a conservação da espécie, mas também com o sofrimento dela”, disse Elizabeth.
Elizabeth destacou a necessidade dos órgãos ambientais se engajarem na campanha e na implementação de maior rigor na fiscalização das ações dos pescadores.
“A gente quer tomar medidas concretas. Sair da reunião com compromisso das instituições”, afirmou.
Conforme Elizabeth, no início de outubro, durante uma reunião em Londres da SWPA, especialistas alertaram para os riscos que várias espécies de cetáceos estão son risco de extinção em vários ecossistemas do planeta.
“Na China, um tipo de golfinho foi extinto porque não foram medidas concretas de forma rápida”, destacou
Regulamentação
Vera Silva, bióloga e coordenadora do Projeto Boto, do Inpa, defende a urgente necessidade de se elaborar metas para interromper a exploração dos botos como isca.
Ela também alerta para a aplicação de uma vigilância mais constante e permanente nas calhas da bacia amazônica, e não apenas ações pontuais e ocasionais.
Outra medida prevista é uma petição nacional para arrecadar assinaturas para que o Ministério da Pesca tome providências no processo de captura da piracatinga (espécie que é conhecida como urubu d´água). “Queremos uma regulamentação na pesca da piracatinga”, disse.
Um levantamento realizado por uma metodologia específica levantou que a densidade populacional do boto-vermelho vem caindo em torno de 10% ao ano.
O mais ameaçado é o boto vermelho, devido à seu comportamento dócil e curioso.
“O tucuxi é mais difícil de pegar. Ele é usado mais quando é morto acidentalmente na rede. O vermelho, por ser mais curioso, fica à margem e costuma se aproximar das canoas”, explica Vera, que participou da reunião realizada em Londres este mês, promovida pela WSPA.
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